|
Prefácio:
Por Peter Senge.
A Necessidade de
Compreendermos Uns aos Outros.
" Compreender um sistema, significa compreender as pessoas
que fazem parte desse sistema. E essas pessoas são todas diferentes
entre si."
Anos atrás, antes de a diversidade se tornar quase uma preocupação-modismo
para os gerentes em todo o mundo, um cidadão mais velho e sábio,
John Bemis, ajudara-nos a enxergar as relações profundas entre a
era dos sistemas" que se aproximava e a necessidade de compreender
as diferenças entre as pessoas. "Compreender um sistema", observou
John, "significa compreender as pessoas que fazem parte desse sistema.
E essas pessoas são todas diferentes entre si."
O comentário de John vai se mostrando cada vez
mais presciente, a medida que o mundo vai se tornando cada vez mais
interconectado. Os acontecimentos em um certo lugar podem literalmente
ecoar ao redor do mundo em questões de horas ou mesmo minutos. Redutos
antes seguros em sua homogeneidade não podem mais viver em isolamento
dos demais. Gradualmente, podemos conceber que nossas vidas estão
cada vez mais afetadas por muitas pessoas que são diferentes de
nós. A "era sistêmica", como indicou John, é, na verdade, em termos
mais pessoais, "a era da diversidade".
Portanto, não devemos nos surpreender que, hoje,
sociedades em qualquer lugar do mundo estejam lutando para conseguir
viver em harmonia com as diferenças. Poucas têm conseguido. As grandes
empresas que almejam se tornar mais 'globais" estão descobrindo
que globalização significa, em termos pessoais, trabalhar através
de fronteiras culturais. Organizações, tanto do setor público quanto
do privado, estão lutando com uma força de trabalho cada vez mais
diversificada; em muitas regiões, grupos anteriormente rotulados
de "minorias", nos Estados Unidos, agora constituem maiorias.
Mas o desafio de compreender a diversidade não
se aplica somente às diferenças culturais, étnicas ou raciais. Nas
organizações, existem muitas diferentes subculturas tais como os
"silos" ou "chaminés" funcionais que dividem as áreas de fabricação,
vendas, marketing e pesquisa. Com freqüência, existe pouca compreensão,
empatia e cooperação entre essas subculturas. A solução, em toda
parte, é organizar equipes que transcendam essas fronteiras tradicionais.
A meta é conseguir que as pessoas trabalhem mais juntas para atender
o cliente e melhorar os processos transfuncionais. Entretanto, uma
equipe somente se torna uma "equipe" de verdade, e não apenas um
grupo chamado equipe, quando as pessoas começam a compreender-se
mutuamente e aprendem a trabalhar produtivamente em conjunto. No
modelo hierárquico ultrapassado, a regra do jogo era "faça sua tarefa
e agrade o chefe". Agora, trata-se de trabalhar e aprender com pessoas
que diferem entre si em experiência, formação acadêmica, sexo e
associações de classe. Portanto, a era das equipes é também a era
da diversidade.
| Mas a diversidade pode representar
tanto uma oportunidade quanto um problema. Diferenças são a
fonte da inovação. Pessoas que vêem o mundo de forma diferente
têm idéias inusitadas e enxergam novas possibilidades. |
O desafio se vê acentuado pelo nosso histórico
de ignorar e evitar as diferenças. A maioria das empresas, especialmente
nos níveis gerenciais, durante muito tempo se assemelhavam a clubes
privados onde os membros, sem exceção, elegiam outros iguais a eles.
Os trabalhadores, em toda parte, eram amontoados e tratados como
se suas diferenças individuais não tivessem importância. Nossas
escolas têm oferecido um produto padronizado, presumindo, implicitamente,
que todos os alunos aprendem da mesma forma.
Há cerca de trinta anos, o governo dos Estados
Unidos, cujas organizações eram igualmente cegas à diversidade,
começou a tratar da situação, dando novas ordens. O resultado foi
uma multidão de leis de "equal opportunity", (Nota do tradutor :
- Nos EUA - o movimento das oportunidades ou direitos iguais tem
gerado, nos anos 90, uma verdadeira enxurrada de leis e regulamentos)
cujo funcionamento não traz satisfação a ninguém. As falhas jazem,
não nos detalhes da legislação, mas sim no simples fato de que os
esforços de autoridades centralizadas sejam elas do governo federal,
da alta gerência das empresas ou de conselhos de educação estão
fadadas a um efeito débil, quando o que se faz necessário é mudança
pessoal. As autoridades centrais não podem ordenar mudanças na maneira
de pensar das pessoas. Quando tentam fazê-lo, mudanças profundas
são improváveis e, na verdade, os problemas podem piorar.
A diversidade, porém, tanto pode representar um
problema quanto uma oportunidade. As diferenças são a fonte da inovação.
As pessoas que vêem o mundo de formas diferentes têm idéias inusitadas
e enxergam novas possibilidades. Os Estados Unidos, tendo se desenvolvido
com diversidade religiosa, étnica e racial, é uma das sociedades
mais inovadoras do mundo, pelo menos no que se refere a tecnologia
e negócios são as diferenças que transformam a vida em desafios
e surpresas. Embora a previsibilidade possa trazer uma certa tranqüilidade,
também estanca a criatividade e a imaginação. Qualidades que valorizamos
intensamente, como harmonia e beleza, são produtos da diversidade
um arco-íris é muito mais belo do que uma só cor, e o coral nos
enleva com a mistura de diferentes vozes.
Obviamente, o problema não está na diferença ou
diversidade em si. As questões de fato são pessoais: as diferenças
nos amedrontam, nos ameaçam ou nos intrigam? Apesar do desconforto
que possamos sentir, aquelas diferenças que acatamos e apreciamos
enriquecem nossas vidas. O desafio está em tentarmos compreender
as diferenças e trabalhar produtivamente com elas.
Sobre Categorias
e Pessoas
Os problemas em si começam em nossas mentes -
reconhecer diferenças implica em fazer distinções. O problema é
que a maioria das distinções que invocamos com relação a pessoas
baseiam-se em pressupostos herdados e estereótipos não examinados.
As distinções baseadas em estereótipos culturais, sexuais ou profissionais
se tornam então a base para julgamentos e avaliações automáticos
que acabam por reforçar os estereótipos.
Freqüentemente esses estereótipos são invocados
em condições de estresse, tornando os julgamentos ainda mais rígidos
e não examinados. Desta forma, as crenças encontram um meio de se
tornarem realidade. Existe uma antiga estória Zen que ensina: "Um
homem que perdeu seu machado suspeitou imediatamente do filho de
seu vizinho. Quando ele olhou para o garoto, este lhe pareceu ter
cara de ladrão, falava como ladrão e caminhava como ladrão. Um dia,
o homem encontrou seu machado em suas próprias terras. Ele, então,
notou que o garoto perdera a aparência de ladrão, não mais falava
como ladrão, não mais andava como ladrão".
Os problemas básicos são aqui de duas naturezas:
(1) a maioria das categorias que invocamos, especialmente quando
em condições de estresse, são inerentemente avaliativas e (2) tendemos
a invocar e agir sobre essas categorias automaticamente, com pouca
consciência de como esses preconceitos estão, na verdade, dirigindo
nossa percepção e nossas ações.
Compreendendo esses problemas, muitos teóricos
têm defendido formas de distinção explícitas, não baseadas em julgamento,
para se compreender diferenças. Algumas delas se tornaram muito
conhecidas e amplamente utilizadas. Hoje, existem literalmente dezenas
desses sistemas de categorização sendo ensinados a educadores, gerentes
e outros profissionais interessados em lidar mais eficazmente com
diferenças. Utilizando tais abordagens, podemos vir a apreciar as
diferentes formas de as pessoas aprenderem, solucionarem problemas
e interagirem.
Porém, embora todas elas possam ser úteis, sempre
me senti pouco à vontade com os "sistemas de categorização" que
me ensinaram. Uma parte de mim sempre se rebelou contra a sensação
de estar sendo enquadrado, posto "dentro de uma caixa'. Ao ser apresentado
a um desses novos sistemas sempre temi estar adotando, simplesmente,
outro sistema de categorias a serem invocadas automaticamente. O
que nesta abordagem, pensava, me tornará mais consciente quando
invocar categorias, ao pensar sobre eu mesmo e sobre os demais?
Também, invariavelmente, achava difícil aprender e memorizar os
novos rótulos e significados. Assim sendo, me deparava com um dilema.
Por um lado, tinha dificuldade em me lembrar dos termos e significados
para poder usá-los, mas, por outro lado, também temia lembrar-me
tão bem a ponto de usá-los inconscientemente.
Human Dynamics
Uma das forças fundamentais da Human Dynamics,
agora me dou conta, é que as diferenças entre as Dinâmicas de Personalidade
são a verdadeira fonte de riqueza a ser celebrada e apreciada, sem
qualquer julgamento implícito. Dada a minha apreensão em relação
a sistemas de categorização, a primeira coisa que me surpreendeu
quando Sandra Seagal e David Horne me apresentaram Human Dynamics
há cerca de cinco anos foi que eu gostei dela. Senti-me à vontade,
embora não saiba bem dizer por quê. Mesmo antes de a compreender
plenamente, ela era convincente - fazia-me um profundo sentido.
Parecia-me muito mais que simplesmente um outro sistema de categorização.
Conforme eu escutava e observava, comecei a ver
quão profundamente Sandra e David apreciavam cada uma das diferentes
"Dinâmicas de Personalidade". Cada pessoa era para eles quase como
um vinho fino -saboreavam a forma de pensar, o tom de voz, a cadência
do discurso, o uso da linguagem, a qualidade de expressão e o movimento
dos olhos e das mãos de cada indivíduo. Demonstravam-se igualmente
curiosos e respeitosos por todos.
Nesse momento, compreendi uma de minhas antigas
dificuldades com sistemas de categorização. Com a maioria das teorias,
ao aprendê-las, eu, de fato, criava julgamentos. Achava que um tipo
de pessoa era melhor do que outro. E, secretamente, orgulhava-me
de minha maneira de ser. Meus antigos hábitos de julgar e avaliar
eram sutilmente reforçados. Mas, quando aprendi Human Dynamics,
nada disso aconteceu-me.
| Uma das
forças fundamentais de Human Dynamics, agora compreendo, é que
as diferenças entre as Dinâmicas de Personalidade são, verdadeiramente,
uma fonte de riqueza a ser celebrada e apreciada, sem qualquer
julgamento implícito. |
Com o tempo, acabei por compreender e valorizar
mais duas características especiais da Human Dynamics. A primeira
é que depois de compreender suas distinções básicas e de refletir
sobre o que significavam para mim, nunca mais tive que me preocupar
em memorizá-las. Acho que, agora, mesmo que tentasse esquecê-las,
não conseguiria. Com o passar dos anos vim a reconhecer esta característica
como marca de profundo insight. Porque ? Ora, somos expostos a muitas
idéias, teorias, e estratégias de melhorias. Entretanto, poucas
persistem porque, raras delas, são dotadas de sentido intuitivo
profundo. Quando uma dessas surge, somos levados, a cada vez que
com ela lidamos, a um profundo senso de reconhecimento de sua validade
- um tipo de redescoberta a cada vez ! Para essas idéias muito profundas
é importante viver, de tempos em tempos, este tipo de redescoberta;
continuarmos a aplicá-las e testá-las para ver se fazem mais e mais
sentido. Se tais idéias resistirem a este teste do tempo, o resultado
é um processo contínuo de expansão daqueles "insights" iniciais,
no lugar de um esforço contínuo para se lembrar do que supostamente
teríamos aprendido. A Human Dynamics tem sido assim para mim. Em
minha vida, sou capaz de lembrar de não mais que uma meia dúzia
de idéias sobre as quais possa aplicar o que acabei de dizer.
Em segundo lugar, a abordagem da Human Dynamics
é inerentemente evolutiva. Em vez de enquadrar as pessoas em uma
caixa e dizer "É assim que você é!", ela esclarece nossos diferentes
estilos de crescimento e mudança. Cada Dinâmica de Personalidade
é vista como um sistema inteiro que evolui de formas particulares.
Há uma espécie de "metateoria" sustentando a Human Dynamics:
| A simples compreensão
de que as pessoas são nosso único ativo real ilustra o cerne
daquilo que provavelmente determinará quais países e organizações
prosperarão no século XXI. |
que todos os seres humanos estão em busca da plenitude.
Contudo, nossos caminhos evolutivos, os caminhos que percorremos
para integrar as dimensões "física", "emocional" e "mental" variam.
Compreender o "continuum de desenvolvimento" de cada uma
das Dinâmicas de Personalidade é muito diferente de estar "preso
dentro de uma caixa". Ela nos leva a ver cada um de nós como um
processo, ao invés de uma coisa. À medida que eu comecei
a apreciar isto e à proporção que meu conhecimento da Human Dynamics
vem se aprofundando, consigo ver mais aspectos novos, e inesperados,
de mim mesmo e de outras pessoas. Acho que estou me tornando mais
curioso, mais aberto a surpresas. Talvez esta nos seja a chave para
um sistema que realmente nos torna mais, em vez de menos,
consciente de nossa maneira de lidar uns com os outros.
A Era
do Conhecimento Se Aproxima
Em apenas trinta anos, Cingapura se tornou um
poder econômico líder no sul asiático. Recentemente, indaguei a
alguns cidadãos de Cingapura sobre a que atribuíam a súbita ascensão
de seu país. Eles simplesmente responderam: "Você tem que compreender
que não temos nada - somente nós mesmos." Sem recursos naturais
e com modestas reservas de capital físico e financeiro, o povo de
Cingapura compreendeu que o único ativo que de fato o país possuía
eram as pessoas. Em coerência com esta conclusão, eles investiram
em seu sistema educacional e em um rol de infra-estruturas sociais
voltadas para condições de vida saudáveis e seguras e oportunidades
econômicas para todos os membros de sua sociedade.
| No futuro, a compreensão da
diversidade do funcionamento humano desempenhará um papel central
para o sucesso e sustentabilidade tanto das organizações como
das sociedades. Por esta razão, minha expectativa é que a Human
Dynamics exerça um profundo impacto nos anos que se aproximam. |
Hoje, ouvimos falar muito sobre "a economia baseada
no conhecimento" e sobre conhecimento e aprendizagem como a principal
vantagem competitiva nos negócios. O que freqüentemente não enxergamos
é que por trás dessas nossas declarações se coloca uma ordem simples:
temos, como nunca antes, que compreender melhor e mais profundamente
as pessoas, portanto, temos que incutir em nossas instituições um
interesse contínuo em compreender nosso próprio eu e o dos demais.
Durante a era industrial, as pessoas eram fundamentalmente um tipo
de "recurso-reserva" à disposição para suprir as necessidades das
organizações. As empresas viam a si próprias como fabricantes de
produtos a partir dos recursos de entrada - matéria prima, energia,
capital e mão-de-obra (mais recentemente redenominada "recursos
humanos"). Em nível bem básico, os recursos eram todos indistinguíveis,
simples meios de captar as oportunidades de lucro. A era industrial,
portanto, exigia simplesmente uma compreensão rudimentar da natureza
humana, porque a maioria dos trabalhadores serviam essencialmente
como peças intercambiáveis.
Mas a era do conhecimento exigirá uma sofisticação
muito maior na compreensão recíproca entre os indivíduos. O conhecimento
só tem sentido quando incutido nas pessoas. O conhecimento é gerado
somente por pessoas. Além disto, quando contido em livros nas estantes,
ele não exerce impacto direto sobre as famílias, as empresas ou
sociedades. Ele só tem sentido quando as pessoas fazem algo
com ele. Portanto, se o conhecimento e a aprendizagem estão de fato
se tornando a principal fonte de vantagem competitiva, a maneira
de ver as pessoas, da era industrial, terá que mudar. No futuro,
a compreensão da diversidade do funcionamento humano desempenhará
um papel central para o sucesso e sustentabilidade tanto das organizações
como das sociedades. Essa compreensão será o mínimo que precisarão
: empresas que quiserem prosperar; escolas que quiserem oferecer
genuínas oportunidades de crescimento e aprendizagem para todas
as crianças; sociedades que, em todo o mundo, almejarem a paz e
desejarem fomentar um senso de comunidade e de pertencimento entre
todos seus cidadãos.
Esta é a razão pela qual eu espero que a Human
Dynamics exerça um impacto profundo nos anos à frente. Ela oferece
um arcabouço simples, elegante e poderoso para se compreender a
diversidade do funcionamento humano e para se descobrir o potencial
das pessoas. Este arcabouço, a partir de minha própria experiência,
promete ser eficaz em todas as culturas, não importando quão diferentes
elas possam ser. Poucas ferramentas serão mais essenciais nos anos
desafiantes que se aproximam.
O Que É Human
Dynamics?
Human Dynamics é um corpo de trabalhos
baseado em investigações realizadas desde 1979, envolvendo mais
de 40.000 pessoas representando mais de 25 culturas nacionais. Ela
identifica e documenta diferenças inerentes no funcionamento de
pessoas como sistemas inteiros. Estas diferenças no funcionamento
humano são mais fundamentais do que idade, raça, cultura ou sexo.
Elas podem ser identificadas desde a infância. Sua existência pode
ser cientificamente validada.
Nove sistemas humanos distintos foram identificados;
cinco deles, altamente predominantes, constituem o foco deste livro.
Cada sistema é composto de três princípios organizadores básicos
- mental, emocional e físico. Estes princípios possuem uma dimensão
quantitativa (pessoal) e outra qualitativa (transpessoal).
Programas de Human Dynamics baseados nessa
nova forma de compreensão estão sendo realizados nas áreas de negócios,
educação, relações pais e filhos, serviços de saúde e construção
de pontes transculturais.
Como a Human
Dynamics Difere de Outras Formas de Encarar as Pessoas?
A Human Dynamics não é uma tipologia. Ela
identifica as estruturas fundamentais (a "fiação" estrutural de
base) que permitem ver as diferenças no funcionamento das pessoas
como sistemas inteiros; além disso, descreve os processos e funções
desses sistemas. Esses diferentes sistemas humanos são auto-organizantes
e capazes de evoluir infinitamente.
As pessoas identificam seu sistema ("sua Dinâmica
de Personalidade") através de um processo de auto-descoberta. Não
existe um teste com lápis e papel. Os indivíduos são treinados para
identificar a Dinâmica de Personalidade alheia através de uma conscientização
mais elevada e de maior sensibilidade no ouvir e observar.
Como a Human
Dynamics Tem Sido Aplicada nas Organizações?
- Funcionamento de Equipes
- Ensino-Aprendizagem
- Valorização e Aproveitamento da Diversidade
- Gerenciamento de Mudança
|
- Desenvolvimento de Comunidades Conscientes
- Desenvolvimento Pessoal e de Liderança
- Manutenção da Saúde
- Construção de 'Pontes' Transculturai
|
resume Alckmin."
|