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O QUE É CBF ?
É uma metodologia participativa de planejamento
estratégico de organizações e comunidades, com a particularidade
de permitir reunir grandes grupos de até 120 pessoas e deles obter
consenso para construir um futuro comum. Ela é eficaz mesmo com
a participação de grupos de pessoas com posições totalmente antagônicas.
Isto porque as pessoas sabem, em geral o que precisa ser mudado
dentro das organizações e das comunidades. Todavia não sabem explicar
o "porque" nem como mudar. Não tem habitualmente possibilidade de
conversar sobre o assunto com outras pessoas. A CONFERÊNCIA propicia
esta ocasião e consegue fazer com que todos os participantes falem
e sejam ouvidos. Através do diálogo, as pessoas aprendem que as
idéias de mudança não são as mesmas e que é necessário buscar os
pontos que existem em comum. Estes são descobertos e conscientizados,
por meio da metodologia. A diversidade cultural contribui de forma
decisiva para o sucesso do processo. Assim a participação de todas
as facções do sistema social envolvido em torno do tema ou atividade
a ser planejada, é condição fundamental para o sucesso. Estas facções
ou segmentos sociais são denominados "Grupos de Interesse".
PRODUTO
Ao final da "Sessão Central" (o evento principal),
obtém um "Plano de Ações", aceito unanimemente. Este "Plano de Ações"
será implementado pelos próprios participantes, com eventual auxílio
de pessoas dos grupos envolvidos. Geralmente se compõe de 5 a 10
ações importantes, cujas realizações devem ser gerenciadas "Por
Projetos".
HISTÓRICO
As "Conferências de Busca do Futuro" tiveram
origem na Inglaterra em 1960, num trabalho organizado pelo Tavistock
Institute, com importante participação do sociólogo Eric Trist,
primeiro estudioso dos grupos auto gerenciados. Da Inglaterra passaram
para a Austrália, onde foram sistematizados por Fred Emery e sua
esposa. A seguir estudiosos americanos (Sandra Jannoff e Martin
Weisboard, entre outros) começaram a usá-las, principalmente na
última década, para fazer planificações estratégicas e a criação
de visão compartilhada em organizações e comunidades. No Brasil,
as Conferências foram inicialmente utilizadas na área empresarial,
a partir de 1994. Desde então, a SIEG fez a facilitação das 14 realizadas
no país. participantes, estabelece-se o diálogo de Aprendizado Coletivo".
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ETAPAS
DA METODOLOGIA:
Etapa A:
O "Patrocinador", pessoa física ou jurídica, que tendo significativa
influência sobre o Sistema a ser planejado, contrata o "Facilitador"
e define com ele, o propósito e o desenrolar da Conferência ("Caderno
de Encargos").
Etapa B:
O "Patrocinador", assessorado pelo "Facilitador", constitui o "Comitê
de Coordenação", responsável pela análise do sistema envolvido,
identificação e motivação dos "Grupos de Interesse". Em geral, nas
maiorias dos Sistemas Organizacionais, são identificados de 8 a
10 "Grupos de Interesse".
Etapa C:
Escolha e preparação dos representantes dos "Grupos de Interesse",
por processos definidos pelos respectivos grupos, de forma a assegurar
a melhor representatividade. Cada grupo deverá ser representado
por 8 a 10 pessoas. As etapas B e C duram aproximadamente 3 a 4
meses.
Etapa D:
Realização da SESSÃO CENTRAL (a conferência propriamente dita),
com duração de 3 dias, geralmente em "regime residencial". O número
de participantes poderá ser entre 80 e 120, conforme o número de
"Grupos de Interesse".
Etapa E:
acompanhamento da realização das ações decididas.
RESPONSABILIDADE
DOS PARTICIPANTES:
- Preparar-se para a Sessão
Central selecionando informações (por exemplo: artigos de publicações
pertinentes) sobre o tema e escolhendo um objeto de uso pessoal
que empregarão na abertura dos trabalhos como instrumento através
do qual se apresentarão aos companheiros da mesa e aos demais
membros presentes.
- assumir publicamente responsabilidade
pela seqüência / acompanhamento do trabalho pós Sessão Central.
- participar ativamente das
equipes de projeto, que vão executar as decisões tomadas ao final
da Sessão Central.
AGENDA DA SESSÃO
CENTRAL (A CONFERÊNCIA PROPRIAMENTE DITA)
- 1º DIA: Tarde: Foco no passado
- Foco no presente: as tendências externas (início)
- 2º DIA: Manhã: As tendências
externas (conclusão) - Foco no presente: "assumindo a nossa parte".
Tarde: Cenários ideais para o futuro - identificar bases consensuais.
- 3º DIA: Manhã: Confirmar
bases consensuais - Planejamento das Ações.
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"É uma metodologia participativa
de planejamento estratégico de organizações e comunidade"
"A
diversidade cultural contribui de forma decisiva para o sucesso
do processo."
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